Amadorismo de sites impede crescimento de empresas
A inclusão digital já foi uma preocupação generalizada. Quem não se lembra de que, quando os computadores por aqui chegaram, algumas pessoas tinham medo deles? Hoje, ninguém duvida de que a internet é parte essencial do dia-a-dia nas empresas. E, quando se fala em inclusão digital, refere-se às classes mais baixas da população, que tem pouco ou nenhum acesso à internet. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população brasileira é recordista mundial em tempo gasto na rede, com 14 horas diárias, informou o site InfoMoney.
Mas há uma contradição nessa história. Segundo pesquisa do NIC.br, Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto Br, 95% das organizações com dez ou mais funcionários possuem computadores e 92% têm acesso à web. Se a internet já é uma realidade no mundo dos negócios, por que menos da metade das empresas tem um site?
"A percepção da importância dos websites é, muitas vezes, subestimada, quando, na verdade, a oferta de recursos é ilimitada e a lista de benefícios não pára de crescer, com o advento de novas tecnologias e o aumento do número de empresas e consumidores com acesso à rede".
Internet deve ser usada para gerar negócios
O uso da internet visando à geração de negócios ainda é muito baixo no Brasil. Entre as empresas que possuem página na internet, 48% disponibilizam preços e catálogo de produtos e serviços para os consumidores, 34% oferecem suporte pós-venda, 23% aceitam pedidos e reservas de produtos e serviços e 10% possuem recursos para transações completas e meios de pagamento via web.
A discrepância do ponto de vista dos negócios é que os números mostram um ávido exército de consumidores circulando nas páginas da internet e, ainda assim, mais da metade das empresas não possui um espaço na internet. Entre as que possuem, 37% não apresentam nenhum dos recursos pesquisados.
E há o agravante de o amadorismo predominar na rede. "O proprietário do site deve respeitar algumas regras para que a ferramenta seja utilizada de forma positiva. É preciso apresentar uma imagem séria e profissional, que espelhe credibilidade, manter canais de comunicação com o consumidor e conhecer o comportamento do potencial cliente virtual, para saber criar oportunidades, e corresponder às expectativas".
Priorize a interação
A maioria das empresas que busca uma empresa especializada em construção de sites tem em mente um produto institucional, que acaba limitando o potencial de interatividade com o consumidor. "Garantir o feedback das dúvidas, sugestões e reclamações em tempo hábil é importante para garantir a fidelização dos clientes . O sucesso de um site pode ser resumido pelo tripé: navegabilidade, objetividade e visibilidade", acrescenta ele.
No Brasil, 45% das empresas que possuem site, ou seja, menos de um quarto do total, fazem vendas pela internet. Mas possibilitar uma transação de venda completa na internet é um dos recursos que o empresário deve buscar, garantindo a compensação do investimento.
De acordo com o NIC.br, com a venda pela internet, 74% das empresas obtiveram redução dos custos dos negócios, 71% agregaram mais qualidade para o consumidor, 69% tiveram o tempo de transação comercial reduzido, 58% registraram vantagem na equiparação à concorrência e 49% conseguiram aumento do número de vendas e de consumidores.
Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios
Banda larga é futuro ou presente da internet no Brasil?
Conexões em alta velocidade ainda são privilégio para poucos, mas essa realidade está mudando para melhor.
Vídeos, jogos, música, interatividade. Milhões de bits por segundo viajando na velocidade da luz pelos quatro cantos do planeta. Construindo um mundo virtual na tela do seu computador. Para aproveitar a Internet do século XXI é preciso velocidade. A tal de Banda Larga.
O problema é que a grande maioria dos brasileiros navega assim, desse jeito, se arrastando nas lentas conexões discadas, aos trancos e barrancos, ficando bem longe das maravilhas do mundo novo digital. Há uma explicação para isso.
Em uma pesquisa feita pelo comitê gestor da Internet no Brasil, pouco mais da metade dos usuários de todo o país disseram que não tem como pagar o alto custo da conexão em banda larga: mais de R$ 100 por mês.
Por isso, os provedores preferem investir devagar na ampliação da internet super rápida. Mesmo assim, o Brasil ainda está entre os dez países onde mais se usa a banda larga no mundo.
Em São Paulo, Reinaldo ainda lembra do tempo em que tinha que correr para fazer seus projetos de arquitetura e entregar tudo nas mãos para o cliente. Depois que começou a usar banda larga, o papel acabou. Nada de canudos. Vai tudo pelo computador. "Eu não preciso mais ir no banco, via de regra não preciso muito mais no escritório, não preciso mais visitar cliente para discutir proposta, proposta vem pela internet". Se bobear, seu cliente nem lembra mais do seu rosto. "Só na hora de pagar", brinca o arquiteto, Reinaldo Franco.
A banda larga de Reinaldo é diferente. Ele está ligado à internet por fibra ótica, em uma velocidade 30 vezes maior que a banda larga tradicional oferecida no mercado e pelo mesmo fiozinho iluminado, chegam na casa dele a linha telefônica, a TV a cabo e a internet.
A operadora responsável pela conexão diz que o futuro é a ligação ultra velóz com a grande rede. Velocidades de 40, 50, 60 megabits por segundo. Suficientes para baixar um filme inteiro em alta definição em apenas nove minutos. E ainda pode ser mais rápido.
A tecnologia disponível hoje no Brasil possibilita às operadoras oferecer ligação à Internet em inimagináveis 300 Megabits por segundo. Neste caso, o mesmo filme em alta definição chegaria na sua casa no tempo que levei para dizer toda esta frase: nove segundos. "Acho que a internet de amanhã vai trazer muito mais experiências relacionadas a vídeo, mas eu não consigo enxergar um outro tipo de necessidade para velocidades tão altas que não seja o vídeo", afirma o Presidente da NET Serviços, José Antônio Félix.
E o futuro já está em fase de testes: no telão, conhecemos como funcionará a TV ligada à internet ultra rápida. Você escolhe o programa e, em segundos, ele se abre na tela da sua casa como mágica, em altíssima resolução.
Mas como funciona a banda larga? O engenheiro explica: na verdade, a velocidade de transmissão quase não mudou desde o início da Internet. "Tudo começa no emissor da informação, que está em qualquer parte do mundo. Ele manda um comando através do computador, esse programa compacta essas informações e transforma em pequenos pacotes. Cada pacote tem seu próprio endereço. Isso vai navegando pela internet por caminhos distintos. E chegam até o destinatário. No destinatário todo o pacote é reagrupado novamente e a informação chega para o usuário final", explica o Diretor de Produtos Residenciais da Telefônica, Márcio Fabbris.
Na banda larga, a quantidade de pacotes enviada de cada vez é bem maior. Portanto, os arquivos são montados muito mais rapidamente. Mas a sede dos usuários por banda larga costuma ser maior do que o acesso disponível. Por isso, pode acontecer uma espécie de "congestionamento" na rede oferecida pelos provedores. Muita gente conectada ao mesmo tempo faz as velocidades caírem. E, às vezes, o que era para ser 10, 20 megabits por segundo, cai para menos de um.
Situação prevista por alguns provedores nas letrinhas miúdas dos contratos. "De acordo com o Código de Defesa do Consumidor são cláusulas que são nulas e totalmente questionáveis. Vale aquilo que foi ofertado para o consumidor: se vendeu um mega, é um mega que tem que ser fornecido", explica a advogada do Idec, Daniela Trettel.
Enquanto a solução não vem, a tecnologia avança e a grande rede aumenta. Olhe bem para este poste: tem algo novo correndo na rede elétrica de Porto Alegre e de várias outras cidades do país. Agora, as tomadas também trazem a internet banda larga para a tela dos computadores.
Um sistema engenhoso, um modulador de sinal ligado à rede de internet, já existente, gera uma frequência especial e a introduz nos fios de eletricidade.
Dependendo do tamanho da rede, é preciso instalar amplificadores de sinal nos postes, a cada 500 metros.
Depois, ao chegar na tomada de uma casa, um modem especial identifica o sinal nos fios e os transforma em informação. Em uma escola, no bairro da Restinga, na periferia de Porto Alegre, as crianças já festejam a chegada da banda larga na sala de aula. A professora também. "A internet para a gente é super importante. A gente tinha uma internet muito lenta e levava uns cinco, dez minutos, dependendo do site, do que a gente quisesse acessar para poder abrir e a aula era de 50 minutos. Ou seja, a metade da aula era perdida e aí o aluno ficava impaciente e acaba que não tem aula", conta a professora.
A rede, que já tem quatro quilômetros de extensão, faz parte de um teste feito pela prefeitura de Porto Alegre, que agora só espera o sinal verde das agências reguladoras. "Nós temos duas grandes agências reguladoras que vão estar envolvidas: a Anatel e a Aneel. A Anatel já regulou a parte do produção dos equipamentos em termos de suas características para ser homologado. Falta agora a agência que regula o uso dessas redes definir como elas serão utilizadas", explica o Diretor-presidente da Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre, André Kulczynski;
A previsão é que a regulamentação completa aconteça no próximo semestre. O que os internautas esperam agora é que, com mais essa larga porta aberta para a grande rede, o preço da banda larga fique bem menor.
Fonte: globo.com
Realidade Aumentada
Tecnologia reconhece imagens por meio de webcam e projeta objetos
A nova tecnologia ainda tem um nome pouco popular, mas isso deve mudar em breve. A realidade aumentada proporciona uma nova forma de visualizar imagens. O sistema reconhece imagens através de webcam e projeta sobre elas objetos em 3D ou até mesmo animações. A tecnologia tem sido aprimorada para se tornar desde ferramenta de trabalho até mesmo forma de entretenimento.
A tecnologia que tornou isso possível se chama realidade aumentada. O princípio é simples: a câmera reconhece códigos impressos nas figurinhas. E cada código aciona um programa que cria os personagens.

“Somos os primeiros a trazer a realidade aumentada para as figurinhas e colocar nas mãos das pessoas”, afirma Stive Grimes, diretor da Topps.
O francês Bruno Uzzan nos mostra o livro do futuro. Ele parece bem simplório, mas quando colocado em frente a câmera do computador...
“Isso é um esboço que só fica completo em frente a câmera. É mais uma forma de combinarmos algo real e o virtual, para interagir”, explica Bruno Uzzan, CEO da Total Immersion.
Decidi experimentar. Bruno me dá um papel com uma paisagem desenhada. Em poucos segundos, tudo aquilo se transforma.
Nos Estados Unidos estão começando a aparecer os primeiros anúncios de carros impressos em realidade aumentada. Assim dá para ver o espaço interno, girar e até trocar a cor.
“É verdade que a realidade aumentada ainda é muito nova. Um nicho de mercado. Mas ocorreram muitas evoluções nos últimos anos e meses”, diz Uzzan.
E foi na Universidade de Columbia, em Nova York, que boa parte dessa história começou. E também é nela que o futuro dela está sendo escrito. Steven Feiner, um dos pioneiros em pesquisa de realidade aumentada, trabalha num novo projeto: acoplar uma webcam a um óculos.
Isso eliminaria o uso do computador. Tudo que uma pessoa enxergar em realidade aumentada será projetado na lente dos óculos. “Eu acho que no futuro nós poderemos ter óculos muito mais parecidos com óculos comuns”, diz Feiner.
E o que esses óculos vão mostrar? Depende da criatividade dos pesquisadores. Uma idéia é instalar um GPS para o motorista enxergar as informações que hoje nós temos na tela de um navegador que rodam nos Estados Unidos ou aí no Brasil.
'Siga em frente', 'vire a direita'... Isso bem pode acontecer no futuro, mas ninguém precisa esperar para ter surpresas como essa. No mundo dos negócios, tanto nos EUA, como aqui a realidade aumentada é uma arma poderosa.
Eventos musicais, lançamentos de imóveis... "Ela vai conseguir ver o prédio mais de perto, exatamente o empreendimento, ver o que tem, se tem piscina, qual o tamanho do estacionamento”, comenta Rogério Gonçalves, diretor de atendimento da Soluttia.
Mais do que vender prédios, para Gonzalo Martinez, a realidade aumentada pode revolucionar a forma de projetá-los. E como uma evolução leva a outra, mouse e teclado podem estar com os dias contados!
"Eu não posso imaginar como mover todos esses prédios ou todas as estruturas desse modo com um teclado ou interagir com um mouse se eu posso fazer isso com as mãos!", diz Gonzalo Martinez, diretor de pesquisa da Autodesk.
A realidade aumentada já saiu dos laboratórios, é sentida na pele dos pacientes. Essa aplicação da realidade aumentada foi desenvolvida por um físico americano meio por acaso.
Ele tentava encontrar uma forma de usar raios infravermelhos para ajudar deficientes visuais a enxergar. Fez um protótipo e no meio das experiências, passou a mão acidentalmente pelo feixe de luz. Percebeu que as veias ficaram projetadas sobre a pele. O próximo passo foi conversar com médicos para descobrir como isso poderia ser usado.
"Inicialmente, os médicos pensaram: isso aí vai ajudar a gente a fazer coleta de sangue. Principalmente de pacientes idosos, pacientes obesos e crianças, onde é mais difícil a visualização das veias", conta Rodrigo Kikuchi, médico.
Coube ao cirurgião vascular, doutor Kasuo Myake adaptar o equipamento a um tratamento bem comum, o de varizes. A imagem é perfeita. As veias, antes invisíveis, parecem estar à flor da pele. Se alguma estiver dilatada, basta aplicar o laser. Cura sem nenhum corte.
“Antes muitos desses procedimentos necessitavam de cirurgia. A gente precisava encaminhar o paciente a um procedimento cirúrgico que acabava incapacitando ou limitando o seu modo de vida”, comenta Kikuchi.
O diagnóstico começa com uma série de lâmpadas que disparam raios infravermelhos. Eles atravessam a pele, encontram as veias e uma câmera especial registra o reflexo.
As informações vão para um computador, na base do equipamento. Em fração de segundos, ele cria uma animação que reproduz exatamente a posição das veias e projeta essa nova imagem sobre a pele.
"Quando eu faço um movimento com o dedo, eu tô comprimindo antes e depois da veia e quando eu solto a gente vê o sangue preencher essa veia, mostrando que é uma imagem real.", explica o médico.
O tratamento dói no bolso, mas o corpo não sente nada. E isso é bom, na opinião de Ângela, que escapou de uma operação dolorosa graças à realidade aumentada.
Fonte: Globo.com
21-06-09 00:38:25, 